Luis Nassif e o dossiê Veja

Março 13, 2008 at 1:13 am (Uncategorized)

Fim de semana passado, fim de semana de pai, passei na banca perto de casa e fiz uma rapa. Comprei Folha, Carta Capital e a Caros Amigos. Desta última, me chamou a atenção a capa: Luiz Nassif e o dossê Veja. Confesso que nunca fui muito fã do Nassif, uma geração acima da minha, mais por causa da entourage do que por qualquer outra coisa. Agora, sempre o respeitei como ponto de referência. Depois de ler essa entrevista, no entanto, virei fã de carteirinha e pretendo acompanhá-lo onde for. Ele é o autor de uma série de reportagens sobre a semanal da Abril, onde trabalhou anos antes e de quem passou a ser alvo preferêncial. Nessa série, Nassif historia a trajetória da revista e, de quebra, revela os bastidores de algumas das pataquadas da sua valorosa (e em muitos casos isso é verdade) equipe. Vale não só ler, mas distribuir e divulgar no boca-a-boca essa reportagem e a idéia de que a credibilidade da revista foi entregue a um exército nacional-socialista – os mais acordados vão entender que eu não estou falando de um simples partido político

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Chute no saco da gastronomia

Março 12, 2008 at 3:40 pm (Uncategorized)

Definir, conceituar, explicar a gastronomia.

Pra que? Cada vez mais um balão de egos. Cada vez mais anúncios de facas, eventos & fancies parties, cada vez mais putaria da alta roda!

Chef fulano de tal comeu ou foi comido pela estagiária, sobrinha do senador. Mês que vem…. capa de revista pra eles!!

A mandioquinha é in (quase clássica, graças a Saint Laurent!), o tomate seco out, só pra quem gosta da cantina Ce-q-sabe!

Na fila de espera do restaurante da vez, promiscuam-se velhos corruptos e gordos da indústria, a rapinagem política, modeletes acéfalas, inteligentsia vendida por uma prato de foie-gras e os foodies da vida…. um inciendiozinho sem porta de emergência caia bem….

E as escolas de ciências gastronômicas, artes culinárias. Tanto nome pra tão pouco cérebro! As cozinhas não são inteligentes. Os orçamentos não permitem grandes (e reais) produções, os professores tem menos de 15 minutos de experiência profissional, nem conseguem segurar uma faca direito. E os alunos, desfilam seus dolmanzinhos reluzentes, equilibrando a toque na cabeça, pro cérebro não se esparramar! Os que ousarem pensar serão eliminados imediatamente!

Nos porões (novos navios negreiros) das cozinhas existe porém, o grupo de escravos da panela. Maioria de nordestinos, formam seus clãs e enfrentam o calor da cozinha por grandes jornadas. É o fusion Crato-Dijon! Taperoá-Barcelona! Jijoca-Asti!

Depois de se livrarem dos clientes deslumbrados, a trupe de garçons, auxiliares, meio-oficiais, commis, chefes de filas e tantos outros se renúnem nas bodegas da madrugada, saboreando cozinhas simples e muito etanol. A manhã, impreterivelmente, é de ressaca!

“a serpente está na terra, o programa está no ar… quem não  tem filé, come pão e ovo duro”

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Hello world!

Março 10, 2008 at 11:45 pm (Uncategorized)

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